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Na tarde dessa quarta-feira (4), o foyer da unidade São João XXIII do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), no Gama, foi tomado por jovens de 14 a 21 anos na cerimônia que marcou a aula inaugural da 12ª turma do ViraVida. O programa, executado pelo Sesi-DF, resgata jovens em situação de risco e de vulnerabilidade social. Criado em 2008 pelo Conselho Nacional do Sesi, o ViraVida foi implementado no DF em novembro de 2009 e já formou cerca de 600 moças e rapazes.

A cerimônia marcou o fim da etapa de ambientação, que durou quatro meses, e o início da fase da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da qualificação profissional, que se estende por um ano. A turma tem 91 participantes. Os quatro meses de ambientação foram marcados pela evolução do nível de escolaridade de 34 alunos que fizeram aceleração e puderam se juntar aos colegas na EJA.

Apesar do pouco tempo de andamento da turma, os alunos já puderam sentir os impactos do programa. “É uma experiência maravilhosa. Quando cheguei aqui, era uma jovem sem luz, sem esperança. Já passei por muita coisa difícil e tirei forças de onde não tinha e me mantenho estável. O ViraVida é tudo para mim”, disse, emocionada, uma das alunas da turma.

A aula inaugural teve a presença de representantes do Sistema Fibra, de sindicatos filiados e de instituições parceiras do programa. “Todos sabem o apreço que tenho pelo ViraVida, que é minha paixão. O cumprimento dessa missão serve muito mais a nós do que a vocês. Todo o Sistema se dá por satisfeito quando pessoas como vocês aceitam essa missão”, afirmou o presidente do Sistema Fibra, Jamal Jorge Bittar.

Para a coordenadora do projeto no DF, Cida Lima, além de garantir os direitos de cada um, o ViraVida cria condições para que os jovens desenvolvam carreiras e alcancem autonomia. “É um processo de valorização dos indivíduos. Nós os acolhemos e entendemos os seus problemas e suas necessidades, de forma a oferecer as melhores oportunidades possíveis para que eles enxerguem o potencial que têm.”

Para se capacitar profissionalmente, os alunos dessa turma podem optar pelos cursos de Informática, Auxiliar Administrativo, Recepcionista, Modelagem Industrial, Instalador Residencial e Montagem de Microcomputador. Essas qualificações são realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), enquanto as atividades da EJA ficam sob os cuidados do Sesi.

O superintendente de Articulação do Conselho Nacional do Sesi, Valcides Araújo, assistiu a uma aula inaugural do programa pela primeira vez. “Eu vi o futuro em várias formaturas do ViraVida e, agora, vejo o início. Pelo futuro que eu vi, digo que vai valer a pena. Não será fácil, mas posso assegurar que será recompensador”, disse Araújo aos alunos.

“Eu me sinto muito importante aqui”

A 12ª turma do ViraVida no DF é a primeira a ter a participação de um aluno com deficiência auditiva. Com auxílio de uma intérprete, a jovem surda-muda participa de todas as atividades com os colegas. Para ela, o maior desafio desses meses está sendo no eixo de desenvolvimento humano do programa. São vivências de resgate da autoestima e terapias comunitárias.

“Adoro esse curso e o aprendizado que ele me proporciona. Eu me sinto muito importante aqui. Percebi que, para dar uma virada na minha vida, sou capaz de não pensar em coisas ruins, me sentir mais feliz, me esforçar para crescer, amadurecer, aceitar os desafios, esquecer muitas coisas que me fizeram mal. Sou capaz até de não ter medo de encontrar o homem que me violentou e de perdoá-lo”, relatou, por meio da língua brasileira de sinais.

Essa turma é a primeira a ser integralmente custeada com verba pública, por meio de emenda do deputado distrital Rodrigo Delmasso (Podemos) executada pela Secretaria da Criança do Distrito Federal por meio de um termo de fomento com o Sistema Fibra.

 
Fonte: Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)

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